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domingo, 6 de abril de 2014

Poucas Palavras: XIII



E como se nada tivesse mudado, continuavam a tratá-la como grafite. Frágil. Quebrável. Fraco. Ah, como enganam-se! O grafite tornara-se diamante com o tempo e sim, havia ficado sólido. Cortante.
E certamente não permanecerá para os mesmos expectadores.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Poucas palavras: XII


Ela jogava sementes na terra esperançosa. 

Todos haviam dito que com a seca que se aproximava a plantinha morreria. Até parece que a pobrezinha conseguiria surgir em terreno tão maltratado, sussurravam enquanto a menina insistia em carregar para todos os cantos aquelas pás maiores que era. Pobrezinha. Tão indefesa  Parece uma fada, mas insiste em se sujar toda nesse projeto de jardim que não dará certo. Mas ela simplesmente não ouvia, fazia aquilo com tamanha determinação e carinho. 

Até você, que acordou hoje com uma pedra atrapalhando o coração, sentaria ao lado da garota e ouviria contar as grandes historia que seu sonho fantasiava. Lindo bosque. menina. Fará tudo sozinha? Sozinha sim. Mas não se cansa? Não haveria porque cansar. Tão lindas rosas brotarão deste chão.

Fantasiava sim, mas dane-se as teorias. Dane-se aqueles a botavam pra baixo.Não se importava. Sonhava tão mais alto que, la de cima, mal conseguia ver essas mentes fraquinhas. 

Ela jogou mais algumas sementes na terra e riu baixinho.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Poucas Palavras: Desnecessário

Mas as vezes ela se sentia um tanto largada. Jogada. Olhando para a janela um filtro ocre lhe tampava os olhos, impedindo-a de sentir a realidade.
Procurava por um vazio, pelo buraco do peito que passara noites a consertar, não se sabe o por quê.
E sabia que não era verdade alguma. Mandei calar-se. Menina insolente

terça-feira, 20 de março de 2012

Poucas palavras XI

  Lá vai ela de novo. A ex-futura escritora, arquiteta, jornalista, musica, medica e, por fim, sonhadora. Trazia nas mãos um pedaço da alma que lhe fora arrancada e dentro de uma caixa de cristal, ainda batendo, seu coração em frangalhos.
  A noite estava silenciosa, nem as criaturas da escuridão ousavam criar uma comunicação entre si. Havia também o breu, a ausência e o frio tomando conta da pequena garota com longas madeixas douradas.
  De miúda, podia-se ver que era frágil. Tinha a face doce e movimentava-se tão delicadamente que parecia flutuar. Os lábios ameixa são se moviam, como se guardassem palavras que a qualquer momentos seriam proferidas, como um dragão negro devastando todo o sentimento. 
  Mas os olhos cor de mar eram algo a parte, contrapunham-se com a suavidade da menina e poderiam sufocar algum desafortunado que lhe cruzasse o caminho. A doçura era interrompida por aquelas esferas sugadoras de consciência.
Ela prendeu-me com aqueles olhos, segundos depois caí na escuridão.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Aniversário do blog

Hoje o blog ta comemorando 1 ano de existência. E por isso quero agradecer ao apoio de todos vocês que durante esse tempo tem me acompanhado aqui, seguindo, lendo, comentando.. A todas vocês que fazem deste espaço um lugar especial, muito obrigada!


Acho que quando você gosta de alguma coisa e a faz com alma e ao mesmo tempo se curtindo, ela cria raízes tão fortes que são incapazes de se desmanchar por motivos pequenos. E, de nada adianta se você não gostar realmente. Quero me divertir aqui ainda por muito tempo e espero que vocês também se divirtam!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Poucas Palavras X

Fotografias amassadas e amareladas pelos anos. Eternos momentos esquecidos. Lembranças vagas. Memorias.
 Definições sem-sentido e rótulos ignorantes. Folhas secas pintando a tarde. Bobas discussões. 
Os objetivos mudam, as pessoas mudam a perspectiva muda. 
Mas ainda é preciso continuar andando.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Poucas Palavras IX

Em seu peito pulsava o sentimento puro que há tempos estara soterrado. Não havia motivos para esconde-lo agora e ele não faria isso. Seus pés moviam-se inconscientemente e, mesmo assustado não queria pará-los. 
Rios pousavam em sua cabeça, encharcavam as roupas, lavavam a alma. Parecia não chover há meses, mas nada disso realmente importava.
O menino que havia dentro de si queria pará-lo enquanto o instinto do homem que o dominava ficava cada vez mais forte. Ele estava perto e sabia disso, podia sentir.
Correu ainda por algumas intermináveis centenas de metros até que a imagem que tanto esperava chocasse contra seus olhos. Nada havia mudado, ela ainda preenchia aquela lacuna em seu peito. Cada centímetro do sentimento permanecia ali, imutável, mesmo com toda a distancia e o tempo.
Nada precisava ser dito.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Poucas Palavras VIII

Dois corações, duas almas separadas pela distância. De tempos em tempo ela pensava nele e as vezes ele se recordava dela também.  Os dois andaram por caminhos inversos, mas tudo era tão vivo em suas lembranças que eram mais que unidos. Não eram almas-gêmeas e sim pessoas completamente diferente que precisavam uma da outra, mais que um desejo, uma necessidade. 

terça-feira, 22 de março de 2011

Poucas palavras VII

Ele estava arrependido, as mágoas congelando em seu coração. O ímpeto de encontrá-la era forte demais para que pudesse controlar seus desejos, era um homem sem pensamentos, agia por instinto. Fechava os olhos e seus pés eram carregados pelo coração. Mais que isso talvez, conhecia aquele caminho tão bem que não precisava da visão, podia sentir o calor do chão. Ouvir os passarinhos e os carros da rua ao lado. Era abraçado pela presença daquela que fora tão sua e, agora perecia escapar dentre seus dedos numa fuga incontrolável.
"Não posso deixar que isso aconteça, não posso perder metade do meu coração", pensou.
Três passos o separavam da porta. Não carregava flores, bombons ou um anel porque não fazia o tipo romântico, só tinha o sentimento trancado no peito. 
Os nós dos dedos atingiram a porta com a mesma intensidade que o som golpeou seu coração. A porta se abriu.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Poucas palavras VII

É uma necessidade, mesmo que pareça uma completa e infinita loucura. Algo indescritível e indecifrável. Os outro não se importam e criticam, mas é porque desconhecem, porque não sentem o peso do vazio, da falta. Do que não se tem.
E você começa a perceber o quanto milhas são extensas, e como cada centímetro é um mundo, o quanto os fusos horários são cruéis, o quanto não parece e não é real.. E o como nada disso importa. 
Lágrimas pesam muito mais, a dor é muito mais forte e presente. E nada faz sentido. Não precisa fazer sentido. Não deve fazer sentido.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Dica para o final de semana: Pire, mude, seja apenas voce!

Faça coisas que você tem medo, pinte as unhas com a cor que você odeia, almoce fora. Encontre os amigos, brinque com seu cachorro, imite a Ana Maria Braga e invente uma nova receita. Ao voltar pra casa pegue uma nova rota, saia com seu marido/namorado, pire um pouco não faz mal. Faça da sua cama uma cama-elástica, dance loucamente, ria de piadas idiotas. Assista filmes durante um dia inteiro, coma brigadeiro, escute musicas que a tempo estão fora da sua playlist.  Faça algo diferente e surpreenda as pessoas, você pode acabar surpreendida consigo mesma!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Poucas palavras VI

Final de verão, de férias. É hora de acordar cedo, de fazer coisas responsáveis, de ter um horário. De esquecer o amor de verão, de reencontrar os colegas, de voltar a rotina.
De não ter mais tempo, de preocupações, de provas. De normalidade, de vida, de tempo passando.
As vezes se tem a sensação que estas últimas semanas são melhores que o ano inteiro. As vezes se tem a sensação de que não foram bem aproveitadas. 
O verão se foi mas ninguém está pronto para ir para casa..

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Poucas Palavras V



Era tudo tão perfeito, tão real, mas eu sabia que era um sonho. Não tinha duvidas disso, porque ele estava ali, ao meu lado. Dias depois de ter pegado o avião e ter partido para sempre. De ter levado o seu pedaço de mim. "Nunca me deixe" foi tudo o que pude dizer, mesmo que nada fosse real. Eu podia senti-lo. Segurei firme sua mão, e olhei em seus olhos. Tão fundos que pareciam me engolir. "Eu estarei para sempre ao seu lado. Isto..." disse entregando-me uma rosa "sempre te fará lembrar me mim. Eu preciso ir, mas deixarei meu coração nesta rosa, e a deixarei com o único motivo de minha existência." E partiu.
Abri os olhos e vi a rosa ao meu lado. Era um sinal, ele ainda voltará para mim. Eu sei.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Poucas Palavras IV


Sinto os raios da manhã invadirem a pequena janela vermelha e tocarem minha pele, instintivamente tento abrir meus olhos pesados. Não consigo. Ainda sinto seu cheiro e sua presença, tua pele ainda faz parte da minha. Deslizo minha mão pelos lençóis, em busca do motivo do sorriso que se forma em meus lábios, mas nada encontro. Milhões de formigas corroem meu estômago e fogem pela espinha, posso sentir isso. Imagens tentam esconder-se entre minhas sinapses e começam a serem arquivadas. Tarde demais, abri os olhos. É, você não está aqui, nunca esteve aqui.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Poucas Palavras III

Não tente fazer agora coisas que você esqueceu
Não queira apagar o que aconteceu durante esse tempo
É tarde demais para você aparecer montado em um cavalo branco
Então por favor, não mostre como você pode parecer com um príncipe.
Pois não mais sou aquela ingênua conhecestes
Eu mudei demais para ainda acreditar em suas mentiras
Nem adianta resgatar a armadura enferrujada
Porque eu cresci
Talvez nem acredite mais em príncipes encantados
E realmente nós não vamos viver felizes para sempre
Isso aqui decididamente não é um conto de fadas.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Poucas Palavras II


Eu queria que pudesse ter sido diferente para nós dois. 
Nada de lágrimas. 
Eu por uma chance, mesmo que fosse para confirmar que não daria certo. Que seria errado. E que você não é mais o mesmo.
Devia poder mudar o passado, ou simplesmente esquecer o que aconteceu. Mas não posso. Não consigo.
Sei que estou errada, mas se eu quiser continuar errando? 
Se eu quiser continuar me enganando? 
Se isso me fizer feliz, nem que seja por alguns minutos. Não seria válido?
A verdade é que o tempo passa, ele foi cruel conosco.
Apagou tuas palavras e acabou com o garoto especial que um dia avistei, este  porém, não existe mais. Em seu lugar há alguém que não conheço, alguém que não é verdadeiro. 
Talvez o menino ainda esteja escondido no fundo de teus olhos.
Ou quem sabe é apenas o tempo debochando de mim. 

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Poucas Palavras

Posso ser BRANCO e PRETO.  Amor e ódio. Posso ser mulher e criança, madura e infantil. Posso acreditar em contos de fadas e ouvir canções de amor. Ter ídolos que ninguém conhece . Posso ter sonhos, e acreditar neles. Amar e não querer ser amada. Posso ter duas marcas: Chanel e Greenpeace, e não aceitar rótulos. Posso ser suave e intensa.
Posso ser duas coisas tão diferentes,que parece impossível estarem unidas.
Porque tenho dois universos completamente diferentes dentro de mim. Um novo e outro velho. Um calmo e outro agitado. Um bonito e outro feio. Realidade e fantasia.Vida e morte. Certeza e insegurança.


Sou assim, e não há nada que consiga mudar minha essência. Apenas uma garota comum com desejos incomuns, procurando por algo que ninguém nunca encontrou. Algo em que acreditamos e pelo qual enfrentamos todos os desafios, todas as barreiras.Algo que nem sabemos se realmente existe.
A FELICIDADE.


PS: A partir de hoje, algumas vezes irei postar alguns textos que escrevi ou que vou escrevendo ao longo do tempo. Espero que tenham gostado.

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